Mais cedo ou mais tarde vai acontecer...sempre acontece.
Não importa quanto tempo você tenha jurado pra si mesma e se auto afirmado sobre seu salto scarpim e os labios coloridos com o tom fatal, a menina independente e cheia de sonhos acredita piamente que as mazelas do amor não vão lhe aflorar a pele e que contra essa emoçào existem dezenas de remédios culturais, promiscuos e alternativos.
Sua confiança é tão grande que convencer o mundo se torna a coisa mais fácil, e automaticamente nessa auto-afirmação desnecessária ela acaba abaixando a guarda e nem percebe sua vulnerabilidade diante da vida.
Um dia se olhando no espelho, ela percebe nitidamente as mudanças e mal pode controlar as borboletas ensandecidas que lhe percorrem abruptamente o estômago.
Como uma Alice ela se sente sedenta e curiosa acreditando realmente estar experimentando o país das maravilhas, mas ela se esquece ou tamanha empolgação nem se lembra que explorar o desconhecido nem sempre é assim tão fabuloso, e vai se decepcionando , e desfalecendo em meio ao jardim, até que percebe que não é justo se acostumar com a infelicidade, já que príncipes não chegam a galope e de certa, se chegassem, certamente já teriam sido extintos tamanha fragilidade ao deparar-se com pedrinhas no caminho...
O que se faz numa hora dessas?
Hummmmm... de repente um bom vinho, uma música melancólica, o velho e imortal scarpim e...
aonde é mesmo que o batom de tom fatal está?