Nessas horas onde eu mais me encontro sozinha é que de fato consigo sentir as verdades que tento encobrir.
Negar a mim mesma que não tenho você no meu pensamento é como negar que quero e devo respirar.
Finalmente a paixonite toma conta de mim, e diferente daquela forma etérea que imaginei ser tomada, percebo agora, que a melancolia me deixa ainda mais dissimulada.
As tentativas inúteis de querer seu perfume ainda empregnado na minha pele, me atormenta.
E mais assustador ainda, é ter consciencia do estado etílico que você provoca em mim.
Saber e não querer acreditar que o acaso trabalha articulosamente e me deixa sem nexo.
Sentir o calor do teu corpo quando repousa sobre o meu a procura de beijos e caricias me faz dar conta que [em algum] neste momento eu deixo de ser hipócrita.
E as juras de amor que nunca aconteceram [e queira Gaia?] que nunca venham a acontecer, é oposta a cumplicidade sorratira do [nosso] olhar.
Sob o fio da navalha caminha minha mente e meu corpo, uma vez que seus dedos tomam forma de mim em mim e eu desfaleço no calor do prazer para desabrochar sedenta 'a explorar tudo que me é novo.
Quando ao [a] caso desvendo ingenua e meticulosamente a sua líbido, com um toque, um afago, um beijo, eu me encho de uma alegria que eu não sabia sentir, então não sei explicar...
A vontade de te ter me satisfaz quando do menino arteiro vira homem gigante e me afaga nos seus braços, encobrindo meu corpo trêmulo.
E me olha nos olhos...
Me olha nos olhos [semque eu queira?] e não me deixa desviar o olhar, nem por um instante se quer.
Perco o medo do mundo, me torno, me sinto, me vejo mulher.
Mulher desejada e quase arrebatada pelo devastador Dom Quixote.
namastê
Isa
No comments:
Post a Comment